Um corredor turístico cultural para dar vida à W3 Sul



Painéis em grafite dão alegria e complementam a reforma da maior avenida comercial do Plano Piloto. GDF investe para atrair mais visitantes


Painel inaugurado nesta segunda (20) homenageia nomes essenciais na história e na identidade de Brasília: o fundador da capital, Juscelino Kubitschek; o arquiteto Oscar Niemeyer; o urbanista Lúcio Costa; o paisagista Burle Marx e os artistas plásticos Athos Bulcão e Marianne Peretti | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília.

A história de Brasília passa por nomes como os de Oscar Niemeyer, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Burle Marx, Lúcio Costa e Juscelino Kubitschek. Essenciais na criação da cidade, eles estão representados na avenida comercial mais importante da capital, a W3 Sul. Registrados em painéis de grafite, estes personagens são o ponto de partida para o local reverter décadas de abandono e viver novos tempos de empreendedorismo, de comércio pujante e aflorar o turismo na região.

Nesta segunda-feira (20), o governador Ibaneis Rocha inaugurou um painel em grafite no antigo Cine Cultura, na 507 Sul, feito a várias mãos por artistas de rua da cidade. Trabalho que faz parte da proposta de tornar a W3 Sul um circuito turístico cultural.

"A W3 era conhecida como shopping center do DF. Todos os comércios existiam na região, nós vivemos a efervescência dela e queremos voltar a ter aquela alegria da W3. Aqui conseguimos misturar um pouco de tudo, temos arte com pinturas e grafitagens. E ainda temos muito para acontecer dentro da W3 para transformá-la em um corredor cultural", afirma o governador Ibaneis Rocha.

O primeiro passo para que a avenida possa viver novos tempos foi dado com o movimento de recuperação da infraestrutura do local. Com investimento de R$ 21,7 milhões, o local ganhou calçadas mais largas e com acessibilidade, novos estacionamentos, paisagismo e iluminação em LED. Etapa que possibilita a missão de implantar o corredor cultural e turístico, como avalia a secretária de Turismo, Vanessa Mendonça.

Inaugurado pelo governador Ibaneis Rocha, o painel em grafite foi feito a várias mãos por artistas de rua da cidade; trabalho faz parte da proposta de tornar a W3 Sul um circuito turístico cultural

"O governador Ibaneis Rocha marca hoje a história de Brasília entregando a reforma da W3 Sul, que estava abandonada há décadas. A infraestrutura é essencial para a gente dar vida aos espaços, e a ideia desse corredor turístico cultural é exatamente essa. Já temos a quadra-modelo e agora estamos inaugurando esse painel que traz os rostos dos criadores de Brasília, com apoio da CDL. Esperamos que seja o começo de uma onda de ocupação e geração de emprego e renda para o setor", explica Vanessa Mendonça.

Com esse trabalho, o GDF espera estabelecer um hub criativo no local como pivô para atração de novos empreendimentos e investimentos associados à produção associada ao turismo.

Com a palavra, os artistas
No painel inaugurado nesta segunda (20), estão representados o fundador da capital, Juscelino Kubitschek, o arquiteto Oscar Niemeyer, o urbanista Lúcio Costa, o paisagista Burle Marx e os artistas plásticos Athos Bulcão e Marianne Peretti. Nos painéis laterais inferior e frontais do prédio, vários artistas fizeram uma releitura com ilustrações dos homenageados, entre elas os artistas de rua Didi Colado e Key Amorim.

"Quis trazer elementos da Marianne Peretti o tempo todo. Trouxe a criação dela, que são os vitrais. Eles foram o elemento vital de todo o trabalho", explica Didi Colado.

Segundo a artista, os murais de rua têm um grande potencial artístico por serem acessíveis à toda população. "Esse é o poder do grafite, é o poder da arte urbana. Ele é de todo mundo e está aqui para todos terem acesso. Este grafite na W3 colabora para que a revitalização seja feita sob um novo olhar", acrescenta Didi Colado.

O ponto de partida da intervenção foi escolhido para nascer nas quadras 507 e 508 Sul, por reunir prédios históricos ligados a atividades artísticas de Brasília. Além do Cine Cultura, a área conta com uma escola classe onde já funcionou um dos primeiros teatros de Brasília e o Centro Cultural Renato Russo.

A artista Key Amorim retratou o artista plástico Athos Bulcão. Segundo ela, o trabalho "retrata um pouco de Brasília e da história da construção da cidade. Acho importante representá-lo neste monumento importante que foi o Cine Brasília", disse.

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